Sem título

Há 7 anos, recebi uma ligação que me mudou para sempre. A voz dizia, com o máximo de cuidado do mundo: “Samar, vou te falar uma coisa mas eu te peço calma nessa hora. Estás sentada? Então… o Dimebag morreu”. E eu não entendi direito, pedi para repetir, e aí veio o choque da realidade: “O Dimebag, do Pantera, morreu. Levou não sei quantos tiros enquanto fazia um show lá nos Estados Unidos”.

Pouca gente vai entender o que eu vou falar agora: a dor foi de perder um membro da família. Fiquei tão atônita que não consegui nem chorar. Mas mesmo depois de 7 anos, o luto continua.

Pantera foi a segunda banda que me arrebatou quando tive meu primeiro contato. Tinha oito anos e assisti o clipe de “Cowboys From Hell”. Como não se maravilhar? Os olhos foram para Phil Anselmo, claro, mas o coração sempre foi do Dimebag. Meu primeiro guitar hero, minha primeira inspiração, grande exemplo de talento e humildade.

Se tenho um lamento na vida, é o de nunca mais ter a chance de poder conhecê-lo. De agradecer por tudo o que ele fez pela música, pelo metal, e por que não, pela vida. Se depender de mim, você nunca será esquecido, Dime. E prometo tentar te fazer orgulhoso de mim, afinal seria um desacato eu falar que você é minha grande inspiração e ser uma merda de guitarrista, né? Ride on, brother. Ride on, you cowboy from Hell.

He as hollow as I converse
I wish he’d waken from this curse
Hear my words before it’s through
I want to come in after you
My best friend

 My best friend
Come back!

Um pouco de humanidade não faz mal a ninguém (Ou os zumbis também são gente)

Assisti o primeiro episódio da série Walking Dead, baseada nos quadrinhos de mesmo nome, de Robert Kirkman e Tony Moore, que trata basicamente da tentativa de sobrevivência de um grupo de pessoas depois que os mortos voltam à vida e começam a se alimentar de carne humana.

O episódio piloto não parece nem seriado. Lembra mais um filme independente ou feito para a tv, com um roteiro coeso, bem escrito e desenvolvido devagar – com paciência para acompanhar o desenrolar dos fatos junto com Rick, o assistente de xerife que, quando é atingido em serviço, acaba sendo internado e ao acordar encontra um mundo completamente diferente, devastado. O hospital em que se encontra parece mais com escombros de uma zona de guerra. Quando consegue sair, logo se depara com centenas de sacos de cadáveres, como se um segundo holocausto estivesse acontecendo e ele estivesse preso em um campo de concrentração.

Perdido, Rick só consegue pensar em uma coisa: sua família. Será que sua esposa e filho estão a salvo? Ele parte para sua casa apenas para encontrá-la vazia, sem sinal algum de seus queridos. Desolado, volta às ruas e encontra um pai e um filho, sobreviventes dessa desgraça que ninguém sabe explicar ainda. Enquanto isso, os três dividem suas histórias até cada um seguir seu rumo. E você descobre o que aconteceu com a família de Rick, também.

Não entrarei em detalhes e nem soltarei nenhum spoiler, mas o que mais me chamou atenção nesse primeiro momento foi a forma que os roteiristas escolheram para retratar os zumbis. Nós estamos acostumados com tipos de filme de George Romero, onde eles são tratados como monstros por si só, mas pelo que deu para perceber é que eles humanizaram os zumbis. São pessoas que sofreram algum tipo de mutação inexplicável e agora não se sabe o que fazer com eles.

A dor do marido que não consegue dar cabo da esposa morta-viva; a escolha de Rick em “não deixar desse jeito” o policial que ele nunca gostou, Walking Dead traz essa que, pra mim, é uma nova abordagem desse tema que na tela grande, já estava um pouco saturado. Fiquei tocada quando Rick volta para matar uma morta-viva que se arrastava pois não tinha mais os membros inferiores e estava com as tripas de fora, e ele diz: “Sinto muito por isso ter acontecido com você” com lágrimas nos olhos. Sim, eu creio que uma discussão e até mesmo um paralelo com a situação que muita gente vive no mundo (não que sejam monstros, mas vivem em condições sub-humanas e das quais, como Rick, apenas lamentamos de olhos marejados) é válida, mas não me estenderei muito porque, afinal, estamos tratando só do primeiro episódio e ainda vem bastante coisa por aí, mas estou confiante e muito feliz com o resultado inicial. The Walking Dead me deixou com gostinho de quero mais…

Em um mundo melhor todo mundo é igual, SWU

Acho engraçado quem confunde músico politizado com político que faz música. Vejamos o exemplo recentíssimo do Rage Against The Machine no SWU. Os rapazes distribuíram ingressos para pessoas do MST e encorajaram fãs a invadir a pista VIP do festival.

O que aconteceu? A barricada que separa o público do palco acabou desmontando e o show teve que ser parado, e Zack de La Rocha pediu gentilmente para o público dar um passo para trás para manter a segurança.

Aí os revolucionários de twitter (raça lamentável e ao mesmo tempo extremamente cômica) começou a reclamar, chamando a banda de “comunistas do carai (sic)”, “falsos guerrilheiros”, etc.

O que vocês esquecem, meus queridinhos, é que há uma ENORME diferença entre ser politizado, engajado – coisas que os integrantes do RATM são –  e ser ativista (isso eu já não posso afirmar, mas pelo menos o Tom Morello e o Zack de La Rocha, com quase toda certeza, são).

Protestar do conforto do seu lar, com a bunda na cadeira ou na cama, do notebook que seu papai comprou, com o ar condicionado ligado e bebendo coca-cola é fácil demais. Qualquer pessoa que acompanha o RATM desde o início (ou nem precisa, vai na Wikipedia deles e se dê o trabalho de ler) sabe o quanto essa banda já protestou, já foi boicotada, já deu dor de cabeça pra muito político norte-americano e já engajou muita gente a tomar as rédeas e procurar saber dos seus direitos, e ajudou bastante gente que precisava. E você, o que já fez? Ah, dar esmola pro morador de rua DE VEZ EM QUANDO não vale…

Estamos em época de eleição e o que eu vejo e leio de asneiras proferidas dá vontade de desistir de ser da raça humana. O grande problema do brasileiro é julgar UMA pessoa ao invés das ideias de um partido. A grande maioria não sabe o que as legendas realmente propõem e apoiam. Ao invés disso, julgam o candidato x e y. E isso não é certo, isso não é justo, e isso está muito difícil de mudar. Mas o ponto principal desse… desabafo não é esse. O que eu quero dizer é: músico faz música, político faz política. Não esperem atitudes de alguma banda como se fossem promessas eleitorais. Engajamento é bom e todo mundo deveria tentar. Mas mudem o foco: não é Zack ou Tom Morello que estão concorrendo  a cargos importantíssimos no nosso país. Lembrem-se que ser politizado não é ser político.

Novo blog!

Pessoas que acompanham o VAP, criei um novo blog, para assuntos futebolísticos e afins. É o Esquema Táctil. Visitem, comentem, deixem suas sugestões, divulguem, etc, etc, etc.

Mas não abandonei esse aqui, não! Em breve, novidades pretzelianas. Grande beijo!

Hoje eu quero falar de futebol

Porém não se iludam: não falarei sobre lances, toques de bola, pênaltis, faltas, times ou jogadores. Também não falarei sobre campeonatos, pontos, estádios ou torcidas organizadas.

Quero falar sobre a seleção. Mas novamente não falarei sobre a escalação, já tão discutida e explorada por gente muito mais capacitada e qualificada do que eu. Quero falar sobre a seleção; mais especificamente sobre o novo comandante, Mano Menezes. Continue lendo

Meninos tem pênis, meninas tem vagina

Assistindo à programação atual da MTV, percebi que agora ela está com uma programação melhorzinha: temos o Descarga (Mion, ainda sinto muitas saudades do Piores Clipes do Mundo, mas dá pra aguentar), o 15 Minutos com Marcelo Adnet (e seu sidekick Kiabbo) e a nova versão do Quinta Categoria, que lembra muito meu saudoso e querido Whose Line Is It Anyway?, transmitido pelo Sony (alguém sabe se ainda tá na programação?). Mas o que me chamou atenção mesmo (e não de um jeito legal) foi a presença de uma garota que mais parece um peixe fora d’água no meio de tanta novidade legal:  Dani Calabresa, que se diz comediante mas tenho quase certeza que só está no meio por causa do namorado, o talentosíssimo Marcelo Adnet. Ela apresenta, ao lado de Bento Ribeiro (tão ruim quanto), o programa Furo MTV, uma versão extremamente mal-feita de um dos melhores quadros de todo o Saturday Night Live, o Weekend Update (quem conhece sabe, já foi apresentado por inúmeros grandes comediantes norte-americanos que já passaram pelo SNL).

danibentomtv

Ruminando no meu Twitter, indaguei sobre se a mulher (como o sexo feminino, não uma específica) sabe ou não ser engraçada. É um problema cultural ou uma simples questão de gênero?

Em poucos minutos consegui pensar em grandes mulheres que fazem ótima comédia, como Whoopi Goldberg, Ellen DeGeneres, Tina Fey, Sarah Silverman (só exemplos que surgiram enquanto escrevo, existem várias, muito mais). Mas porque elas conseguem lá fora e ninguém consegue aqui dentro? Será que o conceito (ou até mesmo o refinamento) de humor mudou ou se adaptou ao universo feminino? Não acho que seja esse o caso, já que frequentadores de comédia stand-up (sejam eles comediantes de ambos os sexos) são meio a meio, o número de homens e mulheres é quase o mesmo. Ou seja, hoje conseguimos entender melhor o humor mas ainda falta alguma coisa para podermos fazê-lo de uma forma competente?

Tina Fey, exemplo de comediante talentosa e que deu certo

Tina Fey, exemplo de comediante talentosa e que deu certo

Deixei até uma sementinha no post anterior. Pra mim, mulheres não tem que tentar ser outra coisa além de mulheres. Essa história de direitos iguais, feminismo e o que seja é BABOSEIRA, ninguém tem que mudar a sua essência para se impôr, principalmente no mercado de trabalho. É claro que em mercados mais comuns (e mais sérios) a gente detona mesmo, mas e em outros como, por exemplo, a COMÉDIA STAND-UP? Esse tipo de comédia está bem difundida no Brasil agora, com os mestres do CQC Rafinha Bastos, Danilo Gentili, Marco Luque mandando ver (e eles são ótimos mesmo), além de outros grupos como o Z.É. (Zenas Emprovisadas), Improvisáveis, Os Barbixas, Improvável, para citar alguns. Ah, tem o Terça Insana também, são maravilhosos!

Não, não é tão fácil quanto parece

Não, não é tão fácil quanto parece

Olha, não é recalque muito menos inveja, mas a Dani Calabresa  (citada acima) é muito, mas muito sem graça. Ela não tem timing, nem entonação, nem bagagem para ser chamada de comediante, porque isso não é pra quem quer, é pra quem pode. Confesso que é tentador a idéia de se infiltrar em mundos considerados extremamente masculinos (ser a desbravadora, a bendita fruta, a única, a original) até mesmo porque todo mundo quer ser considerado moderno e mente aberta nesses dias (e nessas indagações descobri que sou bem antiquada e I’m OK with it), mas a pessoa tem que ter um mínimo de noção para não cair de boca no meio fio da vergonha alheia. E eu só consigo sentir isso quando a vejo.

Seinfeld, o Grande Mestre. (Imagem retirada do blog snuhzone.wordpress.com)

Seinfeld, o Grande Mestre. (Imagem retirada do blog snuhzone.wordpress.com)

Talvez a televisão não seja a vibe dela. Ainda não assisti seu stand-up e nem sei se roteirizando para uma menina mais talentosa ela se sairia melhor, mas que, pra mim, é sofrível vê-la tentando fazer um humorzinho besta, isso é. Sabe, se é pra tentar fazer qualquer humorzinho pra arrancar risadas, Marisa Orth, Maria Paula e até Sabrina Sato já vem fazendo isso há bastante tempo, com muito mais competência, se me permitem dizer. Então fica o recado: não façam nada que seja além de seus talentos naturais. Isso vale para Meninos e Meninas, tá?

Os Motivos Pelos Quais Garotas Odeiam Megan Fox (E Porque Você Não Deveria)

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Megan Fox surgiu como um furacão na vida de jovens (e nem tão jovens assim) nerds ao redor do mundo quando apareceu linda, magra e morena no blockbuster Transformers, do odiado diretor Michael Bay. Aposto que ninguém o odeia mais, hein? E, por causa disso (por ser linda, magra e morena) começou a ser alvo de ódio e desprezo das jovens namoradas (ou somente amigas, ou invejosas de plantão mesmo) ao redor do mundo. Mas qual seria o motivo de tanto desprezo? Não, a resposta “mas nem atuar ela sabe!” não vale. Não mesmo. Leia Mais!

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Ah gente, podem falar mal o quanto quiserem, mas eu adoro o Mickey Rourke e paguei demais pra essa foto da Annie Leibovitz  para a Vanity Fair:

Darren Aronofsky e Mickey Rourke

Darren Aronofsky e Mickey Rourke

Tô cagando se geral acha ele horroroso, pra mim é um puta ator que teve culhões de sair de Hollywood quando tava no auge pra seguir carreira como boxeador (não deu muito certo, né, mas pelo menos não é a palhaçada que o Joaquin Phoenix tá fazendo agora), virou saco de pancada de muita gente (trocadilho não proposital) e recentemente voltou com tudo em The Wrestler, filmaço que rendeu a ele um Globo de Ouro de melhor ator e uma indicação ao Oscar.

Só o trailer já me fez virar água de tanta lágrima que caiu, estréia agora em fevereiro no Brasil e aqui em Belém só fazendo macumba pra passar, mas tudo bem. E a trilha sonora é assinada por Bruce Springsteen… pode ficar melhor?

Toloca

Quem me conhece sabe que sou fã do Christian Bale desde Psicopata Americano (apesar do meu primeiro contato com ele ter sido em Império do Sol, detestei ele nesse filme, mas é porque tenho um problema com crianças mesmo). Acho que ele tem tudo o que se espera num ator: é bonito, talentoso e engajado em todos seus trabalhos. Leia Mais!

Adote um Cachorro

Ótimo comercial da Pedigree veinculado no intervalo do Superbowl desse ano,  incentivando a adoção de cachorros, mostrando como seria se animais, digamos, não tão convencionais fossem criados como bichos de estimação:

Hilário!

via space invaders.